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Os Rélpis trazem a Bauru as cores e os tons de suas multifacetas |
Divulgação

Os Rélpis: referências de Beatles no nome e Tropicalismo no figurino
No domingo, 20 de Junho, o Festival Canja, em Bauru, fechou sua primeira edição com a apresentação da banda Os Rélpis, de Araraquara, às 23h.
Parecendo saídos de um túnel dos anos 70, os garotos de chapéu de palha e camisa social em um cenário carnavalesco de muitas fitas e cores não tinham nada de antiquado. Subiram ao palco Garboso Pavão, Ell Ninho Barone, Kito de Lacosta, Caiubi Mani e Marco D’Zion munidos de microfone, guitarras, baixo e bateria respectivamente.
Afirmando sofrer muitas influências do movimento Modernista, como o Antropofagismo de Oswald de Andrade, do Tropicalismo de Gilberto Gil e Caetano Veloso e de algumas bandas estrangeiras como Beatles e Strokes, Os Rélpis mostraram que mais do que bons conceitos, fazem boa música. Caiubi diz que “O que mais influencia as letras é o cômico, a sátira” e aponta a faixa ‘A Grande Janela’ como o maior sucesso da banda.
Com contribuições de todos os integrantes nas composições, Os Rélpis planejam o lançamento de seu primeiro álbum: ‘Do Fruto o Escracho Monumental e Caramelizado’ para o segundo semestre de 2010 e falam sobre a intenção de torná-lo ainda mais irreverente do que o próprio nome já prevê.
O Festival Canja trouxe a oportunidade de tornar a cidade um palco de misturas de estilos e a plateia provou extasiada que a receita fez sucesso.
Ell Ninho diz que o Festival “é uma iniciativa no mínimo necessária e de muita importância para uma cidade do porte de Bauru”, focando a necessidade de se desenvolver uma cena cultural local que tenha capacidade de incentivar a integração das artes.
A banda apóia também o projeto do Circuito Fora do Eixo que promove a substituição do ‘faça você mesmo’ pelo ‘façamos todos juntos’, levando a bandeira do som independente com um caráter mais unificado do que nunca, em prol da socialização da cultura e da inserção popular sem a necessidade de promover uma elitização do conteúdo.
Os garotos de Araraquara efervesceram o Parque Vitória Régia e ao final de uma hora de apresentação a platéia permanecia elétrica ao som dos zumbidos que restaram da harmonia penetrante de um som ousado, psicodélico e transcendentalizado. Os Rélpis que em tão pouco se perdem e em muito se acham vieram a caráter, ‘embelezando o caldo brasileiro’ como dizem os próprios notáveis.
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