August de 2010 | edição 72 | ano 8

Expressão.

Festival Canja reúne quatro dias de cultura

Eventos espalhados por Bauru trouxeram ampla programação cultural

Regiane Folter


regianefolter@hotmail.com

Entre os dias 17 e 20 de junho, ocorreu em Bauru o Festival Canja, que reuniu vários eventos artísticos, no estilo Virada Cultural Paulista. Além da programação cultural, o evento também contou com caráter ambiental pois associou muitas das atrações com questões em voga sobre o meio ambiente.

Leia mais:

  • Cultura verde
  • O Festival Canja foi organizado pelo Enxame Coletivo, em parceria com a Prefeitura e o Circuito Fora do Eixo. O Enxame é um dos 50 coletivos culturais que participam da rede do Circuito Fora do Eixo. Os coletivos são iniciativas de produção regional voltados para as artes e às manifestações culturais que, através do Fora do Eixo, relacionam-se entre si, em intercâmbios de informações e pessoal.

    O festival também contou com o apoio da Secretaria de Cultura e da Secretaria do Meio Ambiente (SEMMA) de Bauru. Ambas forneceram espaços, equipamentos de som e de luz e alimentação aos organizadores e convidados.

    A abertura do evento, dia 17 de junho, foi no Teatro Municipal, onde também ocorram apresentações teatrais de várias companhias, como a CIA Paulo Neves de Teatro, que apresentou a peça “Balada de um Palhaço” no dia 17, e o Grupo Urucum de Teatro Experimental (GUTE), que esteve na Arena do Teatro com a peça “Marias de Deus”, no dia 19. O cinema marcou presença com sessões acompanhadas de debates, como o curta “A Tal Guerreira”, dirigido por Marcelo Caetano.

    Paula Alves
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    Oficina de arte em stencil no parque Vitória Régia

    O Parque Vitória Régia abrigou a maior parte das oficinas, que tratavam de diversos temas do malabarismo até o mantra, por exemplo. A palestra cujo tema “Como reduzir a emissão de carbonos em eventos culturais” foi ministrada pela tecnóloga sanitarista Maíra Miller na Agência Propag, mostrando a preocupação ambiental idealizada pelos organizadores.

    As impressões

    Um Encontro dos Pontos de Cultura Paulista - o Entrepontos - ocorreu na sede do Enxame Coletivo, no domingo, dia 20, pela manhã. E a música ficou por conta das seções Canja Vibe, Canja Rock e Canja no Vitória, que aconteceram, respectivamente, no bar Absolut, na casa de shows Alecrim e no Parque Vitória Régia, nos três últimos dias de Festival.

    Segundo Eduardo Porto, baterista da banda Pé-de-Macaco, e integrante do Enxame Coletivo, a intenção inicial do grupo era “entrar em contato com bandas mais divulgadas, no cenário independente”, porém obtiveram pouco apoio. A saída foi procurar por bandas conhecidas por eles e indicadas por outros coletivos, que participaram do festival gratuitamente.

    O Enxame Coletivo surgiu em dezembro de 2009, reunindo artistas, comunicadores e estudante universitários de Bauru. A idéia de se fazer um Festival já estava intrínseca ao coletivo desde sua criação. “A maior parte dos coletivos do Brasil faz um festival anual. E quando a gente começou com o coletivo já tínhamos a idéia de que ia rolar um festival aqui também”, comentou Porto, que tocou na Concha Acústica do Vitória Régia no domingo, dia 20.

    Em sua primeira edição, o Canja quis ser um vinculador cultural para a cidade, mas não contou com grande adesão popular. Os espaços alternativos e pequenos, somados com problemas de divulgação, ocasionaram um público pequeno, mas que gostou muito do que viu. “Eu achei muito interessante. Este tipo de evento faz muita falta aqui em Bauru”, disse a estudante Mariana Duré, que participou dos shows no Vitória.

    A Secretaria de Cultura aderiu ao projeto e acredita que “qualquer iniciativa assim é bem vinda”, nas palavras do agente cultural José Roberto Marsal. Planos para uma segunda edição em 2011 já estão sendo planejados.

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